Greve dos entregadores de aplicativo entra no segundo dia

Mobilização nacional busca melhores condições de trabalho e remuneração justa

A paralisação nacional dos entregadores de aplicativos, iniciada na segunda-feira (31), prossegue pelo segundo dia consecutivo nesta terça-feira (1º), abrangendo 59 cidades em 18 estados e no Distrito Federal. A mobilização, conhecida como “Breque dos APPs”, reivindica melhorias nas condições laborais e reajustes nas taxas de pagamento.

Destaques

  • Principais reivindicações:
    • Taxa mínima por entrega: aumento de R$ 6,50 para R$ 10.
    • Valor por quilômetro rodado: reajuste de R$ 1,50 para R$ 2,50.
    • Limite de distância para entregas de bicicleta: estabelecimento de um raio máximo de 3 km.
    • Pagamento integral em entregas agrupadas: garantia de remuneração completa para cada pedido, mesmo quando múltiplas entregas são realizadas em uma única rota.
  • Abrangência da greve: a paralisação ocorre em 59 cidades, incluindo todas as capitais estaduais, com atos públicos programados em 19 delas.
  • Impacto nos serviços: usuários relatam atrasos significativos nos pedidos, com tempos de espera chegando a até duas horas.

Impactos

A mobilização evidencia a crescente insatisfação dos entregadores com as condições atuais de trabalho e remuneração oferecidas pelas plataformas de entrega. A continuidade da greve pode afetar significativamente o funcionamento desses serviços, pressionando as empresas a negociarem com a categoria. A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa empresas como iFood, Uber e 99, afirmou que respeita o direito de manifestação e mantém canais de diálogo abertos com os entregadores.

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